Um empresário de 32 anos foi preso na tarde de quinta-feira (09), em Porto Velho, suspeito de envolvimento em um esquema de estelionato que teria feito vítimas por meio da falsa promessa de uma carta de crédito contemplada para aquisição de veículos.
Segundo a ocorrência policial, um casal morador de Lábrea (AM) afirmou ter encontrado um anúncio de venda de veículo no Facebook. Durante as negociações, iniciadas por meio do WhatsApp, os compradores foram informados de que, mediante o pagamento de uma entrada de R$ 16 mil, receberiam uma carta de crédito já aprovada no valor de R$ 100 mil para a compra do automóvel.
Confiando na proposta, o casal viajou até Porto Velho no dia 1º de julho para dar continuidade à negociação. Após a assinatura do contrato e o pagamento do valor exigido, eles foram orientados a aguardar até o dia 8 de julho, quando o crédito seria depositado em uma conta aberta em nome de uma das vítimas.
No entanto, o prazo expirou sem que o dinheiro fosse liberado. Ao analisar o contrato, as vítimas perceberam que o documento fazia referência a um consórcio, e não a uma carta de crédito contemplada, como havia sido prometido.
O casal retornou ao escritório da empresa para exigir explicações e solicitou o cancelamento do contrato. Um distrato foi assinado, mas o valor pago não foi devolvido.
Após consultar uma advogada, as vítimas tentaram resolver o caso de forma amigável, mas, sem sucesso, registraram um boletim de ocorrência por estelionato e acionaram a Polícia Militar.
Quando os policiais chegaram ao escritório, o suspeito, conforme o registro da ocorrência, se recusou a apresentar documentos de identificação e tentou deixar o local. Diante da situação, ele recebeu voz de prisão pelos crimes, em tese, de estelionato, desobediência e recusa em se identificar, sendo conduzido à Central de Flagrantes.
Ainda conforme a PM, durante a prisão o homem teria ameaçado os policiais, afirmando que “iria atrás da guarnição” por estar sendo preso sem mandado judicial.
Na Central de Flagrantes, a esposa do suspeito entregou o telefone celular utilizado nas negociações com as vítimas. O aparelho, que continha conversas via WhatsApp, foi apreendido para perícia. Segundo a ocorrência, ela inicialmente resistiu à entrega do dispositivo, motivo pelo qual também foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
Após a divulgação da prisão nas redes sociais, outras pessoas compareceram à Central de Flagrantes informando que também teriam sido vítimas do mesmo esquema. Os casos passam a ser investigados pela Polícia Civil, que irá apurar a extensão dos prejuízos e o número de vítimas.
Redação









