Uma ação da Polícia Militar resultou na prisão de duas pessoas suspeitas de maus-tratos e abandono de idosos na manhã desta terça-feira, no setor chacareiro do bairro Jardim Santana, em Porto Velho. A ocorrência foi registrada após denúncia de que idosos estariam vivendo em situação precária e sendo vítimas de agressões dentro de uma residência na Rua Mineiros.
Ao chegar no local, os policiais constataram a presença de oito idosos, incluindo um cadeirante e um acamado, além de duas mulheres. Segundo testemunha, gritos de socorro eram frequentes e, no dia da ocorrência, um idoso teria sido agredido com violência por um dos responsáveis.
As vítimas relataram que estavam trancadas, sem acesso a celulares e impedidas de se comunicar com o exterior. Um dos suspeitos, identificado como Benedito da S. S., foi apontado como autor das agressões, incluindo enforcamento e tapas contra um dos idosos.
Durante a averiguação, surgiram denúncias graves contra a responsável pelo local, identificada como Cirlene A. do N. Idosos afirmaram que tiveram documentos pessoais e cartões de benefício recolhidos, ficando meses sem acesso aos próprios recursos financeiros. Uma das vítimas cadeirantes relatou agressões recentes com chutes, enquanto outro idoso confirmou ter sido atacado no mesmo dia da ação policial.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e prestou atendimento às vítimas, constatando a necessidade de acompanhamento médico contínuo, embora sem casos de emergência imediata. A perícia técnica também esteve no local para levantamento das condições da residência. Apesar do acionamento, órgãos como o Ministério Público e instituições de acolhimento não compareceram.
Diante da situação, Benedito e Cirlene receberam voz de prisão em flagrante pelos crimes de maus-tratos e abandono de incapaz. Eles foram encaminhados à Central de Flagrantes, onde permanecem à disposição da Justiça.
Os idosos que permaneceram no local ficaram sob responsabilidade provisória de um representante religioso da comunidade, enquanto o caso segue sob investigação das autoridades competentes.

Redação









