
No último fim de semana, quando o barulho político estava mais para meme do que para debate sério, o vereador Pastor Bruno Luciano, de Porto Velho, protagonizou um episódio que merece registro, e um pouco de ironia consciente.
O parlamentar resolveu entrar de sola numa polêmica nacional em torno da marca Havaianas, que vinha sendo alvo de manifestações políticas em várias regiões do país, com apoiadores de diferentes matizes ideológicos convocando boicotes e debates sobre posicionamentos culturais e publicitários.
Só que, como muitos radicalismos digitais da nossa era, a tentativa de “lacrar” saiu pela culatra.
O que aconteceu de verdade
Em plena movimentação do Porto Velho Shopping, Bruno Luciano gravou e publicou um vídeo de si mesmo protestando em frente à loja da marca, acreditando talvez que aquele ato frontal renderia aplausos e engajamento político nas redes sociais.
O problema? O público não combinou com a encenação.
O vídeo rapidamente viralizou, mas não pelo motivo que o vereador esperava. Em vez de apoio, vieram piadas, memes, críticas ácidas e trocadilhos que transformaram a manifestação em objeto de escárnio online.
Em vez de consolidar um posicionamento firme, o episódio virou combustível para a ironia de internautas de todos os lados políticos, que destacaram a teatralidade do ato e questionaram a eficácia daquela forma de protesto.
Houve até quem publicasse vídeos com “análises técnicas” sobre os chinelos (sim, chinelos!) e comentários divertidos que longe estavam de qualquer profundidade política.
Além disso, o vereador chegou a apagar o próprio vídeo original após perceber a reação negativa, um indício clássico de quando o “lacre” sai do trending topic e entra no território arriscado do cancelamento humorístico.
No fim das contas, o que era para ser um protesto engajado transformou-se em show de um homem e o seu celular, com a internet ditando como sempre o veredito: não adianta aparecer mais que discutir; não adianta fazer cena sem conteúdo.
E se a política é sobre diálogo e representação, convido a todos a refletirem se viralizar memes deveria estar no currículo de um representante eleito. Porque, se for assim, já temos um campeão da zoeira, e nem precisa de votação popular pra isso. ALELUIA IRMÃOS!
Pensamento do dia:
Na política das redes, quem tenta lacrar sem argumento acaba mesmo é pagando de palhaço — e nenhum mandato resiste ao riso coletivo.









