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Aviões, bancos, Copa, Netflix: entenda como a Rússia tem sido isolada

Demonstrators during a protest against the Russian invasion of Ukraine outside the Russian embassy in New York, U.S., on Sunday, Feb. 27, 2022. Russia's plans for Ukraine face rapidly rising costs due to delays caused by tougher-than-expected resistance from forces on the ground, even as its military retains overwhelming advantages. Photographer: Ismail Ferdous/Bloomberg via Getty Images

Fazer com que a Rússia fique cada vez mais isolada é uma das principais ferramentas dos Estados Unidos e da União Europeia contra o país, na tentativa de forçar Vladimir Putin a interromper o ataque contra a vizinha Ucrânia. A tática é executada por meio das mais variadas sanções, das puramente econômicas às culturais. A ideia é fazer com que os russos se vejam compelidos a parar a agressão, como forma de evitar a desconexão do restante do mundo e o enfraquecimento no cenário mundial.

Essa tentativa inclui da retirada de bancos do país do sistema mundial de transações ao banimento da seleção russa da Copa do Mundo (e de todas as demais competições mundiais de futebol), do fechamento do espaço aéreo de toda a Europa à interrupção de entregas pelas gigantes transportadoras UPS e FedEx. Nessa segunda-feira (28/2), até a Netflix entrou na jogada, afirmando que não cumprirá determinação do governo russo de incluir em sua grade 20 canais do país.

No domingo (27/2), na mais dura sanção aplicada até agora, os maiores bancos do país liderado por Vladimir Putin foram excluídos do principal sistema bancário global, conhecido pela sigla Swift. Sem esse mecanismo, os russos ficam impossibilitados de receber dinheiro de fora do país, bem como sem enviar dinheiro para o exterior. Isso dificulta negociações internacionais, como de importação e exportação.

Além de instituições financeiras privadas, o Banco Central da Rússia ficou proibido de acessar suas reservas internacionais e de liquidar ativos, anunciou a Comissão Europeia.

Swift significa Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais. É um sistema criado em 1973 para permitir a troca de moedas entre países. O Swift reúne cerca de 11 mil instituições financeiras, de mais de 200 países.

Novas medidas
Além dessa medida, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, divulgou outros dispositivos que o bloco do continente utilizará contra a Rússia.

Segunda a agência Ansa, os 27 Estados-membros fecharão o espaço aéreo para aviões russos. “Estamos propondo a proibição de todas as aeronaves de propriedade russa registradas e controladas pela Rússia. As aeronaves não poderão decolar, pousar ou sobrevoar o território da União Europeia”, disse Von der Leyen. No sábado (26/2), o Canadá tomou a mesma decisão.

Ursula também anunciou que a União Europeia vetou os principais veículos estatais de comunicação internacional da Rússia, RT e Sputnik. “Estamos desenvolvendo os instrumentos para vetar essa desinformação tóxica e danosa na Europa”, declarou a líder dos países europeus, como justificativa.

Segundo a presidente da Comissão Europeia, os veículos “publicam mentiras para justificar a guerra de Putin e criar divisões na união [do bloco]”.

Empresas excluem Rússia
Duas das maiores empresas de entregas do mundo, UPS e FedEx, decidiram interromper seus negócios na Rússia desde a invasão da Ucrânia.

“Nosso foco está na segurança de nosso pessoal”, disse a UPS em comunicado, na quinta-feira (24/2). A empresa afirmou que “continua monitorando de perto a situação e restabelecerá o serviço assim que for prático e seguro fazê-lo”. A FedEx também afirmou que “está monitorando de perto a situação” e que tem “planos de contingência em vigor”.

Cultura também reagiu
O setor cultural também reagiu aos últimos acontecimentos da guerra. Nessa segunda-feira (28/2), a Netflix anunciou que não permitirá a transmissão de 20 canais estatais russos em seu catálogo. “Diante da atual situação, nós não temos planos de adicionar esses canais ao nosso serviço”, afirmou um porta-voz da Netflix em um comunicado.

Outras empresas de mídia e produção audiovisual também anunciaram medidas. Disney, Warner Bros. e Sony informaram, nessa segunda-feira (28/2), que suspenderam a estreia de seus filmes nos cinemas da Rússia.

O primeiro anúncio foi feito pela Disney. “Devido à invasão não provocada da Ucrânia e à trágica crise humanitária, estamos suspendendo a estreia de filmes na Rússia, incluindo o próximo ‘Alerta Vermelho’, da Pixar”, disse a empresa em comunicado. “Tomaremos futuras decisões comerciais em função de como a situação se desenvolver.”

Mais tarde, a Warner Bros. emitiu um comunicado afirmando que a estreia de Batman foi cancelada no país “em função da crise humanitária na Ucrânia”. O estúdio reforçou que continuará a monitorar a situação.

A Sony adotou a mesma postura e anunciou que não lançará seus próximos filmes na Rússia. A medida afetará o aguardado lançamento do longa Morbius, que estava programado para o fim de março.

Fonte: Metrópoles

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