Pais de alunos do 9º ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental São Sebastião I, em Porto Velho, denunciam uma grave situação que vem comprometendo o aprendizado dos estudantes: há quase um ano, as turmas estão sem professor de matemática. Segundo relatos, os alunos não recebem aulas regulares da disciplina, não passaram por avaliações e estão sendo diretamente prejudicados no desempenho escolar.
De acordo com os responsáveis, a ausência prolongada do docente tem gerado insegurança quanto ao futuro dos estudantes, principalmente por se tratar de uma disciplina essencial para a formação básica e para o ingresso no ensino médio. “Nossos filhos estão praticamente sem aprender matemática. Isso é um prejuízo irreparável”, relatou um dos pais.
O problema não é isolado. A falta de professores tem sido registrada em outras unidades da rede estadual de ensino em Rondônia.
Apesar disso, os dados oficiais mostram um cenário contraditório. Rondônia aparece com indicadores considerados positivos em algumas áreas da educação. O estado, por exemplo, alcançou cerca de 93,6% de acompanhamento da frequência escolar em 2025, ficando entre os melhores do país nesse quesito. No entanto, especialistas apontam que presença em sala não garante aprendizagem efetiva, especialmente quando faltam professores.
No Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), Rondônia ocupa apenas a 15ª posição nacional, com nota média de 5,5, enquanto Porto Velho aparece ainda mais abaixo no ranking entre as capitais. O indicador leva em conta fatores como aprendizagem, reprovação e evasão escolar — todos impactados diretamente pela ausência de docentes.
Diante da denúncia, pais cobram providências urgentes da Secretaria de Estado da Educação (Seduc). Eles pedem a contratação imediata de um professor de matemática e a reposição do conteúdo perdido, para evitar que os alunos avancem de série com defasagem educacional.
A situação levanta um alerta: enquanto números oficiais mostram avanços administrativos, a realidade dentro das salas de aula pode ser bem diferente — e quem paga o preço são os estudantes.









