
A situação envolvendo o Plano de Saúde Viva Vida tem gerado revolta, insegurança e prejuízos aos seus conveniados em Porto Velho. Desde outubro do ano passado, clínicas, laboratórios e hospitais credenciados relatam atrasos sistemáticos e a completa suspensão de pagamentos, o que resultou na interrupção de atendimentos a usuários do plano.
Na prática, quem paga mensalmente pelo serviço ficou sem consultas, exames, procedimentos e internações, mesmo estando em dia com suas obrigações contratuais. A conta, mais uma vez, caiu no colo do consumidor.
Rede credenciada sem receber e portas fechadas
Diversos estabelecimentos de saúde confirmam que deixaram de atender pacientes do plano após meses sem receber pelos serviços prestados. Alguns relatam que os atrasos ultrapassam quatro meses, tornando a continuidade do atendimento financeiramente inviável.
Enquanto isso, os conveniados enfrentam a dura realidade de ter um plano de saúde que existe no papel, mas não funciona na prática.
Procon, Delegacia do Consumidor e Ministério Público acionados
Diante do cenário, consumidores passaram a procurar o Procon e a Delegacia do Consumidor, onde já foram registrados boletins de ocorrência relatando possível crime de estelionato, uma vez que o serviço continua sendo vendido e cobrado, mas não é prestado.
O Ministério Público também já foi acionado para apurar as denúncias e verificar eventuais responsabilidades civis e criminais da operadora.
Resposta da empresa não convence
Procurada pelos conveniados, a empresa confirma que não está efetuando os pagamentos à rede credenciada e se limita a afirmar que a situação será normalizada “em breve”.
O problema é que esse “em breve” já dura meses. Desde outubro, usuários seguem pagando mensalidades, enquanto acumulam negativas de atendimento, promessas vagas e nenhuma solução concreta.
Consumidor desamparado
Especialistas em direito do consumidor alertam que a prática pode configurar quebra contratual, além de violar o Código de Defesa do Consumidor, que garante a prestação adequada e contínua de serviços essenciais, como a saúde.
Enquanto a solução não chega, cresce o número de pessoas desassistidas, inclusive idosos, pacientes crônicos e pessoas em tratamento contínuo, que se veem obrigados a recorrer ao SUS ou a pagar do próprio bolso por atendimentos que já deveriam estar cobertos.
A pergunta que fica
Até quando esses usuários continuarão pagando por um plano de saúde que não garante o básico: atendimento médico?
A resposta, ao que tudo indica, não pode mais esperar por outro “em breve”









