O vereador Joaquim Sender Pinheiro Nogueira, de Guajará-Mirim (RO), recebeu R$ 1.950,00 em diárias pagas com recursos públicos para uma “agenda institucional” em Porto Velho, entre os dias 5 e 8 de novembro de 2025. O objetivo declarado no Portal da Transparência seria cumprir “agenda junto a órgãos do Governo do Estado e gabinetes parlamentares na Assembleia Legislativa, além de visitas a unidades de saúde”.
Contudo, o que se viu — e está documentado em vídeo — foi o parlamentar em noitadas da capital, envolvido em confusão que nada lembra uma missão institucional.
O pagamento consta na Ordem de Pagamento nº 547, de 03 de novembro de 2025, e teve como justificativa oficial justamente o deslocamento “terrestre” em um Fiat Cronos, placa QTD-3833, veículo utilizado para o trajeto entre Guajará-Mirim e Porto Velho.
Reuniões “oficiais” que ninguém vê
O detalhe mais curioso, porém, é a justificativa recorrente do vereador: em praticamente todas as suas viagens pagas com dinheiro público, ele menciona “reuniões no gabinete da deputada estadual Dra. Taíssa”, que também é de Guajará-Mirim.
A pergunta que não quer calar é simples: por que essas reuniões precisam acontecer em Porto Velho, se a deputada reside em Guajará-Mirim e costuma passar na capital apenas três dias por semana?
Seria uma coincidência curiosa o fato de o vereador sempre conseguir “agendar” essas reuniões justamente nos dias em que há eventos sociais, shows e movimentações noturnas em Porto Velho?
Dinheiro público, diversão privada
Enquanto o trabalhador guajaramirense enfrenta o peso da crise econômica, o vereador parece ter encontrado um modo particular de “representar o município”: viajar, justificar reuniões e aparecer em vídeos de festas e confusões.

Não há registros públicos das tais agendas oficiais nem qualquer comprovação de reuniões com órgãos do Governo do Estado ou com secretarias estaduais — apenas o valor recebido e as datas coincidentes com o episódio divulgado nas redes sociais.
Conclusão
O caso reforça a necessidade de maior transparência no uso de diárias públicas. Afinal, o dinheiro que deveria custear agendas institucionais não pode continuar bancando turismo político e aventuras etílicas.
Cabe agora à Câmara Municipal e aos órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RO) e o Ministério Público, verificar se houve desvio de finalidade no uso desses recursos.
FONTE : https://transparencia.guajaramirim.ro.gov.br/transparencia/index.php?link=aplicacoes/diaria/detalhe_diaria&pkemp=22450&numsub=1&codigo_fornecedor=18818¶metrotela=diaria









